quinta-feira, 17 de maio de 2012

- sair pra pescar;

Nem lembro da última vez em que falei que te amava. 
Pra falar a verdade eu não me lembro de ter dito isso nenhuma vez. 


Mas posso falar das coisas que eu lembro.


E eu lembro da última vez que você falou que me amava, 
quando você me chamou pra te ver.


Lembro que fui egoísta e deixei pra depois.


Faz mais de um ano que esse depois não chegou 
E vão fazer muitos outros pra esse depois nunca chegar.


Lembro da nossa última conversa
Daquele seu óculos novo que não era bacana, mas tava bonito em você.


E minha nossa, eu lembro do quanto você era bonito.


Lembro das nossas conversas de madrugada,
O tempo passava e todo mundo ia dormir, mas sobrava nós dois
Com muito papo sobre nada.


Lembro do seu carinho gratuito e da sua preocupação
João rima com coração e isso justifica o que era maior em você.


Lembro de como você sempre se lembrava das coisas
E de como a gente sempre ria delas mesmo muitos anos depois.


Lembro de como você reparava em tudo
E mesmo assim eu nunca reparei em você.


Nunca reparei que mesmo sem te ver, você fazia falta.



Tô te olhando rir pra mim, mas não consigo rir de volta.
Se cê soubesse o tamanho dessa falta, não ia embora sem eu deixar.








sábado, 4 de fevereiro de 2012

terça-feira, 26 de julho de 2011

- Camarada;

Tinha um sorriso bonito
Que faz tempo eu já nem via
Um abraço novo em que eu cabia
Mas no tempo e na distancia não sentia
A sua confiança me acolhia
Não importava a hora ou o dia


Os dias vão passando devagar
Procurando soluções pra se acostumar
Não tem conforto pra ausência
Nem vai sarar a saudade lá em casa
Mas onde quer que esteja quero que saiba
Que muito amor construíram suas asas



E tudo que eu escrevo agora
É aquela velha história
Do meu camarada
Que eu guardo na memória


Se eu tivesse um bolso mágico 
Só pra guardar a sua dor
Eu pediria bem baixinho e, por favor,
Fica um pouco mais, João, meu bom rapaz?!



sexta-feira, 22 de julho de 2011

- das antenas banais;

Doído coração doido
Se sente frio ao bater quente
Não gosta de brincar de gente

quarta-feira, 2 de março de 2011

- Milhas ;

Quando as manhãs estão mais frias
na minha imagem tem um moleton 
com mangas furadas para o dedo aconchegar 
uma caneca de café, o vazio sem cafuné
e os ouvidos são da música que você me pediu pra escutar
enquanto eu tenho vontade de cantar qualquer coisa que encurte a distancia
e te mostre que a esperança não é só o meu lugar.

terça-feira, 1 de março de 2011

- Tomadas;

Odeio quando sua insônia me persegue a noite inteira com aulas de guitarra, 
quando quer dar palpites na minha forma de preparar pizzas, 
quando quer assistir filmes que não sejam os que eu escolhi, 
quando quer me apertar e me convencer de que isso é carinho, 
quando deixa todas as luzes da casa acesa, 
quando se atrasa e quando chega antes de mim. 
Eu odeio. 
Eu odeio quando você me assusta, 
quando você perguntar o porque do porque das coisas bobas, 
quando você diz que as músicas que eu escuto são ruins. 
Odeio seus apelidos carinhosos, e a sua mania de ficar me fazendo dizer que sou sua. 
Odeio quando você arranca pedaços da minha cabeça, 
quando me rabisca, 
quando belisca minhas tatuagens, 
quando puxa minha orelha. 
Odeio quando você derruba todas as coisas, 
entorna tudo por todos os lados, 
larga roupas e instrumentos por qualquer lugar. 
Odeio quando me faz dar opinião sobre coisas indiferentes, sejam roupas, perfumes e penteados ( afinal, qualquer que seja a escolha vai ficar muito bem em você! ). 
Odeio quando você tem vergonha de telefonar, de ir ao bar, de comprar pão. 
Odeio quando você tem ciúmes e me prende por perto. 
Odeio quando você telefona e me acorda pra voltar para internet te fazendo companhia. 
Odeio você ter medo dos filmes de terror e odeio você querer assistir aos filmes de terror. 
Odeio quando você veste minhas roupas. 
Odeio quando você compra primeiro as coisas que achei mais legal.
Odeio como você nunca acorda na hora,
odeio quando quer me obrigar a dormir.
Odeio seu jeito. 
Eu amo muito você.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

- Como nunca;

Menina triste o teu canto é tão solto
que nem chega no ouvido do moço
as tuas notas de amor.

E fazem um baile de tanta agonia e saudade
Desse desespero maldade
que te tirou pra dançar.

Ô menina triste teu amigo é céu
que ainda ocupado te assiste chorar
ficando encantado, bordado de mel